Não bastasse a boa idéia, o design é incrível, não acham ? Vejam como foi o lançamento aqui:

http://www.youtube.com/watch?v=sXhhWXw9V7A&feature=related

Abs…

Ketchup Heinz muda receita pela 1ª vez em 40 anos

Empresa reduz teor de sal para ganhar consumidores preocupados com a saúde

http://portalexame.abril.com.br/marketing/noticias/ketchup-heinz-muda-receita-pela-1a-vez-40-anos-559839.html

 Nova York – O fabricante do ketchup Heinz, o mais consumido nos Estados Unidos, decidiu fazer a primeira grande mudança em sua receita nos últimos 40 anos, para reduzir seu teor de sal em 15% e torná-lo mais saudável.

A mudança, no entanto, está sendo realizada discretamente e não será divulgada nas embalagens, segundo os responsáveis da companhia, cuja conta no “Facebook” se encheu de advertências de seguidores que ameaçavam parar de consumir o ketchup se o teor de sal fosse reduzido.

“Os primeiros testes entre consumidores foram realizados em Pittsburgh (Pensilvânia), antes de realizar as mudanças em outras cidades, para assegurarmos que a nova receita responde às expectativas”, disse uma porta-voz da companhia.

Com a iniciativa, segundo ela, a empresa quer ganhar terreno entre os consumidores mais preocupados com a saúde.

Com uma fração de mercado de 60% nos EUA, onde o ketchup com a nova receita chegará às lojas no meio do ano, a Heinz também é líder ou fica em segundo lugar nos mercados de mais de 50 países.

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A empresa vai alterar o sabor divulgando isso discretamente. Mas, e os consumidores ? Não irão perceber ? Bem… os que  souberem  da mudança antes de comer, perceberão mais, com certeza… (Os outros talvez nem vejam  “o gorila” – se é que me entendem…).

E os que não querem a mudança ? Afinal, o que é mais importante para os consumidores: o sabor ou a saúde ? (Pense em vc mesmo, e responda…).

Abs…!

Marketing e sociedade

maio 10, 2010

Philip Kotler, o mais consagrado estudioso do marketing, descobre a sustentabilidade

Por Eduardo Pegurier | 28.04.2010

http://portalexame.abril.com.br/revista/exame/edicoes/0967/economia/nova-onda-guru-553854.html

No seleto mundo da administração acadêmica, cada área tem seu guru-mor. Peter Drucker era o patrono da filosofia da administração; Michael Porter, o rei da estratégia. Se o assunto é marketing, porém, ninguém tem mais peso que o americano Philip Kotler, professor da escola de negócios Kellogg. Ele é autor do livro-texto lido por gerações de estudantes de marketing. Além dele, escreveu dezenas de obras, que versam sobre as mais variadas aplicações do marketing. Seu novo livro, que será lançado no Brasil em 3 de maio, Marketing 3.0, escrito em coautoria com Hermawan Kartajaya e Iwan Setiawan, faz uma mistura com cara de tabu: a combinação de marketing com práticas ligadas à responsabilidade social.

A nova pregação de Kotler, claro, não é dirigida a ativistas sociais, mas a executivos. A mensagem é simples: num mundo cada vez mais rico e informado, as preocupações sociais e ambientais das pessoas estão cada vez mais relacionadas ao desejo de adquirir bens e serviços. De boa leitura, o livro desenvolve com eficiência os conceitos, estrutura as práticas e dá exemplos para se adaptar ao ambiente de negócios que está emergindo. Nele, abraçar causas sociais será uma condição necessária ao sucesso, assim como envolver nessa empreitada não só consumidores mas também funcionários, fornecedores e acionistas das empresas 3.0.

O título sugere um novo patamar a ser desbravado pelas empresas. O que o distingue dos anteriores? A primeira onda, o Marketing 1.0, foi centrada no desenvolvimento de produtos funcionais e na sua massificação. Em seguida, veio a versão 2.0, com ênfase em conhecer e satisfazer o consumidor por meio da segmentação de mercados. No estágio 3.0, é preciso reconhecer que “o consumidor é mais do que um simples comprador”, escreve Kotler. Ele também tem preocupações coletivas, ambientais e aspira a uma sociedade melhor. A empresa que é sensível a essas inquietações tem clientes leais e marcas mais valiosas. São casos como o da Body Shop, fabricante de cosméticos, e o da Timberland, marca de calçados e acessórios para caminhadas e outras atividades esportivas. A primeira se destacou com seu programa de comércio justo, que dá preferência a pequenos produtores, artesãos e cooperativas rurais de países em desenvolvimento. A Timberland, por sua vez, mantém um programa em que seus funcionários usam parte do horário de trabalho para prestar serviços comunitários.

Para funcionar, esses programas têm de derivar dos valores autênticos cultivados pela empresa. Quem quiser apenas montar uma fachada politicamente correta será desmascarado, pois, a começar pelos funcionários, “os mais íntimos consumidores das práticas de uma empresa”, hoje, o boca a boca eletrônico tratará de espalhar a verdade. Do e-mail às resenhas de consumidores em sites como a Amazon, a informação circula com tal fluidez e velocidade que a única solução é estruturar a empresa de cima abaixo de acordo com um roteiro genuíno das boas intenções.

Pode parecer uma ótica romântica e fadada a perder dinheiro, mas os autores a sustentam com números. Em um levantamento internacional, 85% dos consumidores afirmaram preferir marcas socialmente responsáveis, 70% disseram que pagariam mais para obtê-las e mais da metade declarou que as recomendaria para a família e os amigos. No mercado de trabalho, uma pesquisa mostrou que 50% dos MBAs recém-formados aceitariam um salário mais baixo para trabalhar em uma empresa com engajamento social. Outra, realizada no Brasil, na Rússia, na Índia e na China, chegou a resultados semelhantes: os funcionários querem que seus empregadores ofereçam oportunidades de melhorar seu país. Finalmente, empresas que se classificam como 3.0 tiveram crescimento anual de lucros de 16%, ante meros 7% das outras.

Ainda analisando a tendência que favorece as empresas engajadas, o livro destaca o amadurecimento de um novo tipo de organização, as SBEs (social business eterprises, algo como “empresa de negócios sociais”). Ao contrário de uma ONG tradicional, uma SBE tem fins lucrativos, mas sua atuação está amarrada a uma meta social. Um bom exemplo é o banco Grameen de microcrédito, que funciona em Bangladesh. Sua filosofia é dar pequenos empréstimos a empreendedores que não podem oferecer garantias. Em 2009, o Grameen lucrou 5 milhões sobre 1,1 bilhão de dólares em empréstimos.

Multinacionais de grande porte também podem agir como uma SBE. Por exemplo, na Índia, a Philips se posiciona como um provedor de equipamentos médicos para comunidades rurais. A Unilever vende no mercado africano sachês pequenos e baratos de sal iodado, que melhoraram a saúde infantil. Em um mundo em que 800 milhões de pessoas ainda estão na miséria, a distribuição de renda mundial lembra a forma de uma pirâmide, com os pobres embaixo. Mas nessa base “há uma fortuna”, ressaltam os autores, e para ela devem ser criados produtos inovadores e baratos. “Erradicar a pobreza talvez seja o maior desafio humano.” E para esse objetivo, julgam, a ajuda humanitária internacional não é suficiente. Segundo eles, serão os empreendedores sociais que farão o grosso do trabalho.

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Se vc acha que isso é “romantismo” ou “utopia”, siga o link e leia mais: há uma entrevista com Kotler ao final desse artigo, que não coloquei aqui. Abs !

Amabilidade do Brasil é obstáculo para país ingressar no grupo dos líderes mundiais

Financial Times (John Paul Rathbone)

http://noticias.uol.com.br/midiaglobal/fintimes/2010/04/20/amabilidade-do-brasil-e-obstaculo-para-pais-ingressar-no-grupo-dos-lideres-mundiais.jhtm

Hillary Clinton, tentando conter aquilo que ela teme ser uma rota de guerra no Oriente Médio, está ela própria engajada em um curso belicoso. A secretária de Estado dos Estados Unidos está lutando para convencer países em dúvida dos méritos das sanções propostas contra o Irã. Entre os céticos estão a Turquia (vizinha do Irã), a China (uma descrente tradicional) e o Brasil. O Brasil?  Tendo suportado bem a crise financeira global, o país tornou-se importante na comédia das nações, quase sem que ninguém percebesse. Na semana passada, Brasília recebeu os líderes da China, da Rússia e da Índia, na segunda reunião de cúpula dos “Brics” – tendo convidado também a África do Sul por cortesia.

Ainda mais notável tem sido a velocidade da ascensão do Brasil. O país participou da primeira reunião do G8 há apenas seis anos, como observador. Naquela época, ele contava com mil diplomatas espalhados pelo mundo. Hoje há 1.400, e o Brasil chegou até a abrir uma embaixada em Pyongyang. “Brasil, Rússia, Índia e China têm um papel fundamental na criação de uma nova ordem internacional”, declarou na semana passada o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Esse tipo de linguagem imperial seria de se esperar da Rússia ou da China. No caso de Lula da Silva, o ex-líder trabalhista de 64 anos de idade, no entanto, as palavras são adoçadas pela sua imagem global de homem comum – ou “o cara”, conforme Barack Obama certa vez o chamou.

Certamente, o líder brasileiro não sentiu nenhum desconforto ao abraçar Hillary Clinton em um dia de março e o presidente do Irã, Mahmoud Ahmadinejad, no dia seguinte – conforme ele pretende fazer novamente durante uma visita a Teerã no mês que vem. “Eu estou infectado pelo vírus da paz”, disse certa vez Lula da Silva. E o ministro da Defesa do Brasil chegou a frisar que o país não tem inimigos. No entanto, essa política do arco-íris adotada pelo Brasil pode estar chegando a um limite, e ela poderia até mesmo ameaçar a cadeira permanente no Conselho de Segurança na Organização das Nações Unidas (ONU) que o país cobiça. Gafes recentes prejudicaram a imagem lapidada do Brasil, e a do seu presidente também. “Um gigante político, mas um pigmeu moral”, afirmou recentemente Moisés Naím, editor da revista “Foreign Policy”.

Houve um momento em fevereiro quando Orlando Zapata, um ativista dos direitos humanos de Cuba, morreu, após uma greve de fome de 86 dias. “Greve de fome não pode ser utilizada como um pretexto de direitos humanos para libertar pessoas”, comentou Lula da Silva, apesar do fato de ele próprio ter feito greve de fome durante a ditadura militar brasileira. Além disso há a vizinha Colômbia, que o Brasil tem criticado devido ao acordo de Bogotá com os Estados Unidos referente a bases militares, embora Brasília ignore o apoio da Venezuela ao movimento guerrilheiro colombiano Farc, bem como a aquisição de armas russas por parte de Caracas.

Finalmente, há o Irã. No ano passado, Lula da Silva cumprimentou Ahmadinejad pela sua contestada vitória eleitoral. Após comparar os manifestantes iranianos a maus perdedores de uma partida de futebol, ele convidou Ahmadinejad para visitar o Brasil. A iniciativa fez parte do papel que Brasília adotou, de pacificador de todos, e que neste caso consiste em apoiar o direito do Irã à energia nuclear, mas não a armas nucleares. Para os críticos, essa é uma política externa irritante – narcisista e ingênua. Mas, assim como todos países poderosos, o Brasil está buscando aquilo que acredita ser do seu interesse. Se ele está fazendo isso de forma efetiva é uma outra questão.

Os diplomatas brasileiros são amplamente reconhecidos como negociadores habilidosos, especialmente na área comercial. Mas o país carece de uma rede de pesquisa que lhe informe sobre as visões de mundo conforme as estruturas de, digamos, Washington ou Moscou. Ele não está acostumado aos holofotes da opinião internacional. E, inevitavelmente, o Brasil tem cometido erros. Isso até o momento tem custado pouco para o Brasil. O comércio representa apenas um quinto da economia do país, de forma que a necessidade de cultivar a boa vontade comercial do Ocidente não é um fator decisivo. E o Brasil também não enfrenta problemas imediatos nas suas fronteiras. O Brasil é menos pressionado do que a maioria dos países por problemas de segurança, necessidades econômicas ou políticas domésticas. Ele pode se dar ao luxo de dizer o que deseja – em relação ao Irã ou qualquer outro assunto. Mesmo assim, muitos acreditam que se o Brasil quiser sentar-se à mesa internacional mais importante do mundo ele terá que fazer algumas escolhas difíceis. O Brasil poderia ajudar a fazer com que a rodada Doha de negociações sobre o comércio internacional fosse reativada – com a possibilidade de se beneficiar com isso. Mas isso significaria fazer pressões quanto a certas questões, como a da propriedade intelectual, que poderiam desagradar os seus atuais amigos.

Um desafio maior terá início após a eleição presidencial de outubro deste ano, quando o Brasil terá que se virar sem o charme de Lula da Silva. A imagem de império da amabilidade característica pelo país poderá não durar.

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E então ? Vamos tomar um cafezinho para discutir o assunto ?

Do Freakonomics (Stephen J. Dubner e Steve D. Levitt)

Link: http://noticias.uol.com.br/midiaglobal/freakonomics/2010/03/16/uma-tendencia-alarmante.jhtm

O que uma pessoa pode fazer para disparar alarmes no trabalho? Eu não estou falando figurativamente, mas, sim, literalmente –alarmes de fato disparando no escritório. Na maioria dos ambientes de trabalho, acender um fogo sob um detector de fumaça, sair por uma porta de emergência ou, talvez, arrombar um cofre dispararia um alarme.

Na sede administrativa das Escolas Públicas de Chicago, entretanto, uma atividade muito diferente disparará os alarmes. Em uma recente visita lá, minha amiga Susanne Neckermann, uma pesquisadora associada do Instituto de Pesquisa Empírica em Economia da Universidade de Zurique, descobriu isso do modo difícil. Buscando discutir a logística de um experimento de campo que ela estava conduzindo nas escolas, Neckermann descobriu que nenhum dos administradores com os quais esperava falar estava presente. Assim, ela acabou acessando a rede sem fio do departamento para concluir alguns trabalhos, mas logo se cansou dos e-mails. No instante em que Neckermann clicou em um link do Facebook em um e-mail, “um enorme alarme disparou”, ela disse, concluindo que as escolas não “toleram” certos sites. “Em vez de bloquearem esses sites, acessá-los faz com que esse barulho de furar os tímpanos dispare, como um carro do corpo de bombeiros passando diretamente ao seu lado”, ela explicou.

Após deixar rapidamente a página, o ruído parou. Um administrador na sala, que notou a surpresa e embaraço de Neckermann, explicou: “Oh, você tentou acessar o Facebook ou o YouTube? Eles instalaram esse alarme como uma espécie de humilhação pública.” A ideia da implantação de um alarme é, na verdade, bem interessante do ponto de vista da dissuasão. A forma mais direta de impedir os funcionários de usarem um site em particular no trabalho é apenas torná-lo inacessível pela rede da empresa. Muitos países islâmicos adotaram essa abordagem: quando estive em Dubai, eu não consegui acessar um site para apostar em corridas de cavalos –uma restrição estranha, já que algumas das maiores corridas de cavalos no mundo acontecem lá.

Apesar de negar o acesso a sites específicos manter os funcionários distantes, substitutos próximos podem estar disponíveis. Por exemplo, se a meta é impedir os funcionários de procurar pornografia, há milhares de sites concorrentes. Pode não ser fácil encontrar uma forma de restringir cada um deles. Na verdade, os funcionários poderiam dedicar mais tempo procurando pelos sites proibidos do que gastariam navegando pelos sites proibidos para começar. Neste sentido, a abordagem do alarme tem um certo brilhantismo. Ao mesmo tempo que informa os funcionários que certos tipos de site são proibidos e que um alarme será disparado caso acessem um deles, a firma também fornece uma lista incompleta desses sites. Logo, um funcionário não saberia ao certo se dispararia ou não um alarme se acessasse um site que pode ser considerado proibido. Por meio da informação assimétrica que existe entre o funcionário e a firma, esta tem uma ferramenta que trabalha ao seu favor –não contra.

A outra vantagem da instituição de um alarme, diferente do bloqueio puro e simples do site, é no caso de um funcionário realmente precisar acessar um site proibido por uma razão válida e importante. Apesar do alarme tornar a experiência desagradável ao funcionário, pelo menos a opção existe. Logo, parabéns ao pessoal das Escolas Públicas de Chicago por conceber uma solução inteligente para um problema difícil. Vamos torcer para que ensinem essa inteligência aos seus alunos. E vamos torcer para que visitar o Freakonomics.com não dispare nenhum alarme.

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Aqueles que admiram os EUA sem restrições devem achar essa notícia também admirável… Eu não vou comentá-la; façam isso vcs que a leram…

Academia dos EUA gera eletricidade com pedaladas de alunos

Paola Messana (AFP)

Em uma academia de Nova York, vinte pessoas em bicicletas ergométricas pedalam furiosamente, estimuladas pelo treinador, e geram ao mesmo tempo eletricidade para o local. “Eletrifique seu treinamento”, “Reduza sua cintura e seu índice de carbono”: no país do “fitness”, que durante muito tempo fingiu não ouvir as preocupações de ecologistas, até as academias agora querem ser “verdes”.

O mecanismo é simples: um sistema colocado na bicicleta tranfere a corrente contínua do dínamo ativado pelos ciclistas a um transformador, que a converte em corrente alternada de 110 volts. Graças a essa ideia, o local que abriga a academia recebe a corrente gerada por seus próprios alunos, consome menos eletricidade e economiza dinheiro. “Inventei o sistema em 2007, testei-o em 2008 em uma academia de Connecticut (nordeste) e o lançamento comercial foi no verão passado em Los Angeles, indo no início de 2010 para Nova York e Washington”, conta à AFP Jay Whelan, presidente da empresa “Green Revolution”, que patenteou o sistema.

Vinte pessoas criam cerca de 3 kilowatts em uma hora, a duração de uma aula de “spinning”. Com quatro aulas diárias, a academia gera 300 kilowatts por mês, “que equivalem a energia necessária para iluminar uma casa durante seis meses”, garante Jay Whelan, um engenheiro de 46 anos. Nesse ritmo, em um ano os atletas conseguem criar energia suficiente “para abastecer 72 casas médias durante um mês”, afirma o inventor do sistema.

Ainda que o New York Sports Club, no oeste de Manhattan, seja muito grande para se autoabastecer a partir do suor de seus alunos, outras academias menores poderiam alcançar esse objetivo, garante. No momento, o sistema existe apenas para bicicletas, mas “Green Revolution”, que conta com 45 empregados, estuda instalar sistemas similares em outras máquinas aeróbicas. Cada sistema elétrico custa 1.300 dólares. Os atletas estão entusiasmados. “Uma pessoa queima calorias e gera eletricidade, é fantástico”, disse Richard Kronick, um arquiteto que terminou a aula banhado em suor. “É muito divertido, é um desafio útil”, acrescenta Felicia Rubin, encantada. Junto ao treinador Rick Meadows, que grita as instruções enquanto pedala com entusiasmo, uma árvore de vidro serve para medir a energia gerada, com uma luz que sobe ou desce, de acordo com os kilowatts gerados pelo grupo.

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 Idéias criativas fazem negócios surgirem ou prosperarem, diferenciando organizações e clientes… E vc? Já teve uma boa idéia hoje? Que tal colocá-la em prática ?

Em quase dois meses, dois terremotos expõem diversas formas de pobreza

New York Times  (Marcela Sanchez)

http://noticias.uol.com.br/midiaglobal/outros/2010/03/08/em-quase-dois-meses-dois-terremotos-expoem-diversas-formas-de-pobreza.jhtm

A nação mais rica e a mais pobre da América Latina e do Caribe foram devastadas por desastres naturais que deixaram em seu rastro perdas humanas muito diferentes. Cinco dias depois do terremoto de 27 de fevereiro no Chile, com uma magnitude de 8.8 graus na escala Richter, o total de mortos era de 802 pessoas. No Haiti, o abalo de 12 de janeiro, com uma magnitude de 7.0 graus, matou cerca de 220 mil pessoas. A disparidade impressionante pode ser atribuída a alguns fatores alheios ao controle humano. No Haiti, o epicentro foi muito mais próximo de um denso centro urbano do que no Chile. O Haiti também não tinha visto um fenômeno semelhante em 150 anos, enquanto no Chile a atividade sísmica é frequente. Mas o fator humano – em particular a qualidade da construção – demonstrou ser a causa mais decisiva do número de mortes. Tristemente, uma maior quantidade de edifícios desabou no Haiti, à diferença do que aconteceu no Chile. Não basta culpar a pobreza díspar – essa abstração tende a passar por alto detalhes importantes. De maneira mais específica, as mortes podem ser ligadas às carências em capacidade humana e institucional. O Chile tem a renda per capita mais alta da América Latina, aproximadamente US$ 14 mil, e seus cidadãos figuram entre os mais educados das Américas. Em troca, o Haiti tem a renda mais baixa, US$ 1.300 por pessoa, e quase a metade da população maior de 15 anos não sabe ler. Da mesma maneira, a falta de capacidade institucional agrava o impacto dessa capacidade humana deficiente. Para muitos especialistas que inspecionaram os danos no Haiti, está claro que não havia um código nacional de construção que fosse cumprido na prática. Segundo Sylvana Ricciarini, diretora de Serviços Globais do Código Internacional da Construção (ICC na sigla em inglês), “se havia, era um código muito simples. As pessoas não estavam cumprindo e provavelmente não era suficiente para responder aos riscos do país”.

Recentemente, fizeram-se esforços no Caribe para adotar uma norma de construção regional, baseada nos códigos internacionais do ICC. Essas normas são utilizadas pela maioria dos estados e cidades dos EUA. Líderes regionais esperam que esse esforço derive na construção de edifícios mais seguros no Haiti e, mais importante ainda em longo prazo, que se desenvolva a capacidade local de construtores certificados, fiscais de obras e funcionários encarregados de fazer cumprir o código. A adoção de uma norma de construção na região é complexa. Neste momento, a maioria dos 15 países membros da Comunidade do Caribe não tem padrões que sejam cumpridos estritamente. Além disso, pressões e sensibilidades políticas com frequência entorpecem o processo. Em um esforço maciço de reconstrução como o que está agora em curso no Haiti, os países doadores impõem seus próprios códigos aos projetos que financiam, o que complica o estabelecimento de padrões e solapa esforços para criar uma capacidade local confiável. As normas também podem ser vítimas de pressões alheias ao país onde se espera que sejam aplicadas. Em 2001, o Congresso americano tentou financiar a tradução para o espanhol dos códigos de construção do ICC para ajudar os latino-americanos a adaptar-se ao seu uso. Outras organizações americanas dedicadas a escrever esse tipo de padrões acusaram o Congresso de favoritismo e, como resultado, a lei foi aprovada, mas não a dotação de verbas para sua aplicação. Sem um código padrão, os fundos de reconstrução poderão acabar desperdiçados.

 Há cinco anos Stephen Forneris, ex-supervisor de códigos do estado de Nova York e arquiteto em exercício, viajou com um grupo de especialistas em construção americanos para avaliar áreas de El Salvador que foram destruídas por dois terremotos no início de 2001. Essas zonas foram recuperadas com milhões de dólares de ajuda externa dos EUA. Sua avaliação foi desanimadora. Muitas edificações novas não se adaptavam às normas americanas, segundo concluíram os especialistas. “Tenho certeza de que veremos a mesma destruição” se outro terremoto ocorrer nessa área, disse Forneris em uma entrevista. Essa realidade frustra os especialistas como ele, dedicados a melhorar as práticas de construção na América Latina. Os cálculos de engenharia são técnicos e objetivos, e por isso não deveriam estar sujeitos a caprichos políticos ou sensibilidades absurdas sobre intromissões externas. Sua difusão deveria ser mais simples e recebida com a mesma antecipação com que se acolhe uma descoberta médica. “Compartilhar informação de códigos de edificação deveria ser como compartilhar penicilina para curar doenças”, enfatiza o arquiteto. Mas isso não ocorreu, o que poderá custar caro no caso de um próximo abalo. A América Latina tem muitas áreas de elevada atividade sísmica. Onde será o próximo terremoto ninguém sabe. No entanto, que ocorrerá é bem sabido. Adotar, implementar e fazer cumprir códigos de construção consistentes e atualizados não deveria exigir um incentivo maior.

Abalado pela crise, o Japão enfrenta a realidade da pobreza

Do New York Times

http://noticias.uol.com.br/midiaglobal/nytimes/2010/04/22/abalado-pela-crise-o-japao-enfrenta-a-realidade-da-pobreza.jhtm

Martin Fackler – Memuro (Japão)

Satomi Sato, uma viúva de 51 anos, sabia que teria dificuldades para criar uma filha adolescente com os menos de US$ 17 mil por ano que ganhava em dois empregos. Mesmo assim, ela ficou surpresa no ano passado, quando o governo anunciou pela primeira vez uma linha oficial de pobreza –e que ela estava abaixo dela. “Eu não quero usar a palavra pobreza, mas certamente sou pobre”, disse Sato, que trabalha nas manhãs preparando almoços embalados e nas tardes entregando jornais. “A pobreza ainda é uma palavra muito incomum no Japão.”

Após anos de estagnação econômica e aumento da desigualdade de renda, este país antes orgulhosamente igualitário está despertando tardiamente para o fato de que possui um número grande e crescente de pobres. A revelação pelo Ministério do Trabalho, em outubro, de que quase um entre cada seis japoneses, ou 20 milhões de pessoas, vivia na pobreza em 2007, espantou o país e provocou um debate sobre os possíveis remédios que apenas se inflamou de lá para cá. Muitos japoneses, que se agarram ao mito popular de que seu país é uniformemente de classe média, ficaram ainda mais chocados ao ver que o índice de pobreza no Japão, em 15,7%, era próximo do número da Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) de 17,1% para os Estados Unidos, cujas gritantes desigualdades sociais foram por muito tempo vistas com escárnio e compaixão aqui. Mas talvez igualmente surpreendente tenha sido a admissão por parte do governo de que vinha mantendo as estatísticas da pobreza em segredo desde 1998, enquanto negava que havia um problema, apesar das evidências ocasionais do contrário. Isso acabou quando um governo de esquerda, liderado pelo primeiro-ministro Yukio Hatoyama, substituiu no ano passado o Partido Liberal Democrata que governou por muito tempo, com a promessa de forçar os burocratas lendariamente sigilosos do Japão a serem mais transparentes, particularmente em relação aos problemas sociais, disseram autoridades do governo e especialistas em pobreza. “O governo sabia do problema da pobreza, mas o estava escondendo”, disse Makoto Yuasa, chefe da Rede Antipobreza sem fins lucrativos. “Ele tinha medo de enfrentar a realidade.”

Seguindo uma fórmula internacionalmente reconhecida, o ministério estabeleceu uma linha de pobreza em cerca de US$ 22 mil por ano para uma família de quatro, metade da renda média de um lar do Japão. Os pesquisadores estimam que a taxa de pobreza do Japão dobrou desde o colapso dos mercados de imóveis e ações do país no início dos anos 90, provocando duas décadas de estagnação de renda e até mesmo declínio. O anúncio pelo ministério ajudou a expor um problema que os assistentes sociais dizem ser facilmente ignorado no Japão relativamente homogêneo, que não possui as altas taxas de criminalidade, a decadência urbana e as divisões raciais dos Estados Unidos. Especialistas e assistentes sociais dizem que os pobres do Japão podem ser difíceis de serem apontados, porque eles se esforçam para manter a aparência do conforto da classe média. Poucos japoneses empobrecidos parecem dispostos a admitir seu apuro, por temor de serem estigmatizados. Apesar de pouco mais da metade das mães solteiras do Japão, como Sato, serem pobres – uma proporção mais ou menos semelhante à dos Estados Unidos – ela e sua filha, Mayu, 17 anos, não medem esforços para esconder sua carência. Elas exibem sorrisos, ela disse, mas “choram por dentro” quando amigos ou parentes conversam sobre férias, um luxo que elas não podem arcar. “Dizer que somos pobres chamaria a atenção, então eu prefiro esconder”, disse Sato, que mora em um projeto habitacional nesta pequena cidade cercada por terras agrícolas planas, sem árvores, que lembram o Meio-Oeste americano. Ela disse que já tinha pouco dinheiro antes de seu marido, um operador de maquinário de construção, ter morrido de câncer de pulmão há três anos. Ela disse que as dificuldades da família começaram no final dos anos 90, quando o declínio econômico piorou aqui na ilha de Hokkaido, no norte, como aconteceu em grande parte do Japão rural. Mesmo com dois empregos, ela disse que não pode pagar uma consulta médica ou comprar os medicamentos para tratamento de uma série de problemas de saúde, como tontura e dores nas juntas. Quando sua filha precisou de US$ 700 para comprar uniformes escolares e se matricular no colégio no ano passado, uma exigência comum aqui, ela economizou para isso reduzindo suas refeições para duas por dia.

Especialistas em pobreza consideram típico o caso de Sato. Eles dizem que mais de 80% daqueles que vivem na pobreza no Japão fazem parte da chamada classe trabalhadora pobre, que recebem baixos salários, têm empregos temporários sem nenhuma segurança e poucos benefícios. Eles geralmente têm dinheiro suficiente para comer, mas não para realizar atividades normais, como jantar fora com os amigos ou ir ao cinema. “A pobreza em uma sociedade próspera geralmente não significa dormir em trapos no chão”, disse Masami Iwata, uma professora de bem-estar social da Universidade Feminina do Japão, em Tóquio. “Essas são pessoas com celulares e carros, mas que estão cortadas do restante da sociedade.” Anos de desregulamentação do mercado de trabalho e concorrência com os baixos salários da China provocaram uma proliferação de empregos mal remunerados no Japão, dizem os economistas. Além disso, esses empregos costumam não ser cobertos pela rede de segurança social ultrapassada, criada décadas atrás como um último recurso, em uma era em que a maioria dos homens podia esperar empregos que durariam a vida toda. Isso abriu uma enorme fenda na qual caíram milhões de japoneses. Um deles foi Masami Yokoyama, 60 anos, que perdeu o emprego que teve durante toda sua vida há uma década, enquanto lutava com a depressão após um divórcio. Ele teve uma série de empregos de baixa remuneração até três anos atrás, quando acabou virando um morador de rua de Tóquio. Ainda assim, as autoridades de bem-estar social da cidade rejeitaram três vezes seu pedido, porque ele ainda era um homem capaz. “Assim que você cai no Japão, não há ninguém para aparar sua queda”, disse Yokoyama, que finalmente obteve uma ajuda limitada do governo e encontrou um emprego de meio período como vigia noturno.

Ganhando grande atenção aqui estão as estatísticas que mostram que uma entre sete crianças vive na pobreza, um motivo para o novo governo ter prometido oferecer uma ajuda mensal de US$ 270 por criança e cortar o custo do ensino médio. Ainda assim, os assistentes sociais dizem que temem que os pobres não conseguirão pagar pelas escolas lotadas e outras despesas para que seus filhos possam competir no sistema de educação de alta pressão do Japão, os relegando a um ciclo permanente de trabalho de baixa remuneração. “Nós corremos o risco de criar uma classe baixa crônica”, disse Toshihiko Kudo, um membro do conselho da Ashinaga, um grupo sem fins lucrativos com sede em Tóquio que ajuda crianças pobres e órfãs. Sato expressou temores semelhantes em relação à sua filha, Mayu. Mayu quer frequentar uma escola vocacional para se tornar dubladora de desenhos animados, mas Sato disse que não tem como arcar com a despesa anual de US$ 10 mil. Mesmo assim, ela permanece otimista, mesmo que resignada. Ela disse que seu maior problema é não ter ninguém com quem falar. Apesar de saber que muitas outras famílias já enfrentaram dificuldades semelhantes nesta cidade pequena, a recusa delas em admitir sua pobreza torna impossível encontrá-las. “Na cama à noite, eu penso: ‘Como eu caí tanto? Como fiquei tão isolada?” disse Sato. “Mas geralmente eu tento não pensar a respeito.”

“Tirando o atraso”…

abril 20, 2010

Passei alguns dias sem publicar nada – e estava esperando aparecer um tempo livre para postar algumas coisas interessantes que li na internet nos útimos dias. Então apareceu este feriado prolongado…

Leia aos poucos, se preferir…

Abs…!

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